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Chetaba (técnica mista sobre madeira de reaproveitamento, aprox. 60x60 cm) emerge como um portal cósmico, nascida do encontro entre a aldeia/corpo e a morada do espírito, uma dimensão secreta onde o terreno e o etéreo colidem em explosão simbólica. Essa obra circular, com sua superfície texturizada e caótica – impastos de tinta espessos, pinceladas rabiscadas e camadas "enlameadas" –, captura a essência primal dessa fusão: vermelhos carmesins e bordôs evocam o pulsar vital do corpo aldeão, enquanto azuis ultramarinos e verdes terrosos ascendem à vastidão espiritual, entremeados por símbolos hieroglíficos – olhos vigilantes, espirais cósmicas, runas geométricas e figuras antropomórficas estilizadas – que sussurram um alfabeto ancestral.

 

A composição desafia o olhar com sua assimetria intencional dentro da perfeição circular, criando tensão dinâmica: linhas brancas delicadas e pretas ousadas tecem uma rede de movimento, como veias cósmicas conectando o material ao imaterial. A paleta discordante – quentes vibrantes contra frios sombrios – vibra com complementares chocantes (vermelho-verde, azul-laranja), gerando uma atmosfera enigmática e primal, de caos ordenado que evoca ansiedade existencial e revelação mística. 

 

Filosoficamente, Chetaba ressoa com pensadores como Mircea Eliade, que via o sagrado como irrupção do cósmico no corpóreo (em O Sagrado e o Profano, 1957), ou Gilles Deleuze, com suas "linhas de fuga" rizomáticas (Mil Platôs, 1980), aqui materializadas em texturas reaproveitadas que negam o descartável em favor do eterno-reciclado.

 

Sustentável em sua base de madeira reutilizada, a obra critica a obsolescência programada contemporânea, propondo uma aldeia espiritual resiliente.

Ideal para colecionadores que buscam peças imersivas para galerias domésticas ou corporativas, Chetaba não é mero ornamento: é um talismã dialógico, convidando à introspecção sobre corpo, espírito e cosmos. Adquira esta singularidade e habite sua dimensão secreta.

Chetaba

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